A incidência da doença inflamatória do intestino tem vindo a crescer, calculando-se que afecte um milhão de europeus, sendo que dez mil serão portugueses. A explicação para esta incidência encontram-na os especialistas em factores ambientais, corno hábitos alimentares e estilos de vida pouco saudáveis, embora haja também factores genéticos. Doença ainda sem cura, apresenta duas variantes - a colite ulcerosa, que ataca o cólon, e a doença de Crohn, que se manifesta na parte terminal do intestino delgado. Dores abdominais fortes, por vezes confundidas com uma apendicite aguda, diarreia, às vezes com sangue, perda de apetite ou emagrecimento são os sintomas desta doença que nem sempre é detectada a tempo. Apesar de não existir cura, existe tratamento - nomeadamente com recurso a cirurgia - que alivia os sintomas e permite aos doentes levarem uma vida normal.»
Artigo publicado na Secção “Breves” da revista FARMÁCIA SAÚDE, n.º 78 – Março 2003, pág. 40, propriedade da ANF – AssociaçãoNacional de Farmácias, Editor: LPMcom Marketing Institucional